quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Matéria Meio Ambiente - Bruna Dornas e Vinícius Las Casas

- Finalidade da matéria:

A matéria abordará a intervenção ecológica que os alunos do 4º período de Direito, da Puc Minas Barreiro, irão realizar. Coordenados pelo professor de Cultura Religiosa Josimar da Silva Azevedo, os universitários irão promover mudanças que conscientizem alunos e funcionários da importância da preservação do meio ambiente, seja no campus da faculdade, no trabalho ou na rua.

- Histórico do assunto:

O professor de Cultura Religiosa, Josimar da Silva Azevedo, passou um trabalho para os alunos do 4º período de Direito, da Puc Minas Barreiro, no qual eles têm de realizar uma intervenção ecológica no campus da faculdade. A ação visa a conscientização dos universitários da Puc – Barreiro, sejam eles os que estarão fazendo o trabalho ou aqueles que serão afetados/presenciarão à intervenção.

-Dados gerais sobre a matéria / assunto:

·         A matéria será realizada com alunos e o professor de Cultura Religiosa da Puc Minas Barreiro.
·         Falaremos sobre a tentativa de conscientização dos universitários através de uma intervenção ecológica no campus
·         Mostraremos as ações realizadas e a repercussão das mesmas.


-Fontes oficiais (pelo menos 1) e 3 sugestões de perguntas:

Professor de Cultura Religiosa, Josimar da Silva Azevedo:
1.      Qual a intenção desse trabalho para os alunos que o realizam e para os que serão “afetados” por ele?
2.      Para o tamanho do problema, a ação é relativamente pequena, mas a conscientização dos cidadãos é o mais importante. Você acredita que é possível mudar a mentalidade das pessoas com um gesto como esse que você organizou?
3.      Você já realizou esse trabalho outras vezes? O resultado é satisfatório?

- Personagens (pelo menos 1) e 3 sugestões de perguntas:

Algum aluno descrente com essa ação:
1.      Qual o motivo do descontentamento com essa proposta?
2.      Você não acredita que a informação é fundamental para a mudança?
3.      Na sua opinião, qual atitude da sua parte e do professor seriam mais úteis para a conscientização ecológica e a preservação ambiental?

-Conteúdo complementar, áudio, vídeo, foto, infografias:

Fotos e vídeo dos alunos realizando a intervenção ecológica na Puc Minas.

Matéria Direito do Consumidor - Vinícius Las Casas

- Finalidade da matéria:

A matéria abordará a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica por parte dos hortifrutigranjeiros que atuam na Ceasa-MG, localizada em Contagem. A lei será implementada em abril de 2010. A reportagem falará com clientes e lojistas sobre os preparativos para a nova lei e quais mudanças ela acarretará e com a Ceasa MG sobre o adiamento da data para a implementação da lei.

- Histórico do assunto:

Ano passado, foi sancionada pelo governo de Minas Gerais uma lei na qual obriga os comerciantes do estado a emitirem nota fiscal eletrônica para os seus clientes. Contudo, apenas os lojistas da Ceasa MG obtiveram, judicialmente, a permissão para iniciar a emissão de nota fiscal eletrônica em abril de 2010. Ampliando, assim, o prazo para eles se adaptarem às mudanças.

-Dados gerais sobre a matéria / assunto:

·         Será feita com comerciantes, clientes e a opinião oficial da Ceasa MG.
·         Tentará esclarecer as mudanças que ocorrerão nesse importante complexo econômico de Minas Gerais
·         Tentará estabelecer um comparativo com a situação fiscal da Ceasa MG com as outras Ceasas do Brasil. Por exemplo, no estado de São Paulo, a emissão de nota fiscal eletrônica também é obrigatória e, inclusive, bonifica o cliente que exige a comprovação fiscal por parte das empresas.
·         Falará sobre o impacto econômico dessa mudança sobre os lojistas.


-Fontes oficiais (pelo menos 1) e 3 sugestões de perguntas:

Assessoria de comunicação da Ceasa MG:
1.                 Por qual motivo o governo de Minas Gerais postergou a implementação da emissão de nota fiscal eletrônica
2.                 Quais mudanças positivas e negativas essa lei trará para os lojistas e clientes?
3.                 Por que, mesmo sendo obrigatória, a emissão de nota fiscal não é uma prática recorrente na Ceasa MG?

- Personagens (pelo menos 1) e 3 sugestões de perguntas:

Dono de alguma loja no Ceasa:
1.                 Apesar de obrigatório, por lei, a emissão de nota fiscal no Ceasa raramente acontecia, por que?
2.                 Com a obrigatoriedade da informatização das lojas e instalação de máquinas que emitem nota fiscal eletrônica, qual será o impacto econômico para a sua empresa?
3.                 Antes da lei, os clientes tinham o hábito de exigir nota fiscal? Caso a resposta seja negativa, descobrir os motivos.
Cliente de alguma loja no Ceasa:
1.                 Qual a importância da emissão de nota fiscal?
2.                 Isto vai acarretar alguma mudança no seu empreendimento(caso ele compre hortifrutigranjeiros para revenda)?
3.                 Existem lojas aqui no Ceasa que já cumpriam com esse procedimento de emissão de notas fiscais antes da lei? Já teve algum problema, no Ceasa, nesse sentido?

-Conteúdo complementar, áudio, vídeo, foto, infografias:

Fotos das lojas, clientes e nota fiscais na Ceasa MG. Procurar máquinas de emissão de nota fiscal eletrônica para fotografar.



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Crise política provoca graves atentados no Irã

G1


Mundo

Crise política provoca graves atentados no Irã

Depois do resultado da última eleição presidencial, população protesta e país vira campo de guerra



Bruna Dornas

A noite de ontem, ainda assombra a população do Irã. Há 30 anos não se via nada parecido com o ocorrido. O levante avassalador que surpreendeu o mundo em 1979 e resultou na Revolução Islâmica, liderada pelo aitolá Ruhollah Khomeini, é o único evento comparável às cenas vistas ontem. Marchas de protestos, com participação de milhões de iranianos, tomaram conta do país após o anúncio da vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad na eleição presidencial do último dia 12. Estimulada por denúncias de uma fraude maciça na reeleição de Ahmadinejad, a rebelião ocorreu nas ruas, mas também com uma intensidade surpreendente na internet, por meio de redes sociais como o Facebook e o Twitter e sites como o YouTube. Os protestos dão uma dimensão das fissuras políticas na sociedade iraniana e apontam possíveis mudanças na república clerical xiita, um dos regimes mais fechados e opressores do mundo.

A onda de protestos no Irã começou imediatamente após a divulgação do triunfo de Ahmadinejad pela agência iraniana de notícias, apenas duas horas após o fechamento das urnas. A proclamação oficial do resultado da eleição deu 63% dos votos para Ahmadinejad, contra 33% para seu principal adversário, o ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi, um oposicionista considerado pouco carismático, mas que, ao longo da campanha, ganhou o apoio entusiasmado de reformistas, jovens e mulheres de classe média dos grandes centros urbanos. O resultado espantou, entre outros motivos, por causa da velocidade da apuração, já que a participação de quase 40 milhões de eleitores em todo o território iraniano é feita por meio de cédulas preenchidas à mão. O tempo gasto para a apuração nas disputas anteriores era de dois a três dias. Além disso, a larga vantagem obtida por Ahmadinejad contrariou as expectativas de uma diferença pequena de votos, alimentadas por uma campanha muito acirrada. Na contagem oficial, Ahmadinejad venceu com folga inclusive nas áreas em que a etnia azeri, a mesma de Mousavi, é predominante.

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Jornalista brasileiro relata drama pós-eleição no Irã

Vinícius Las Casas
G1 - Globo.com
seção brasileiros no exterior


Nem todos os jornalistas estrangeiros saíram do Irã. Alguns continuam no país, trabalhando na clandestinidade. Eles andam incógnitos pelas ruas e conversam com as pessoas à revelia das autoridades. O que segue é um testemunho dos acontecimentos de Teerã nos últimos dias feito com exclusividade para a sessão Brasileiros no Exterior, do G1, por um jornalista brasileiro familiarizado com a cultura e os hábitos do país persa. Por razões de segurança, seu texto não está assinado.

Os iranianos são pessoas muito sociáveis. O entusiasmo nas ruas de Teerã dias antes das eleições demonstrava isso. Todo mundo estava discutindo os candidatos. Frente a frente, havia entre opositores um clima totalmente pacífico e alegre. Parecia um sonho democrático num país acostumado a viver duas vidas – a de casa e a da rua, onde o comportamento e o que se fala têm um componente de autocensura. As noites eram ainda mais espetaculares. Na parte norte da cidade, onde vive a juventude mais influente, os carros viraram discotecas, e eles dançavam dentro do carro. Jovens das zonas Oeste e Leste vinham compartilhar as celebrações. Nas vésperas das eleições, viam-se jovens ousando dançar na rua (o que é proibido pelas rígidas regras de condutas iranianas) e até, suprema ousadia, com pessoas do sexo oposto. Testemunhei algumas dessas danças, logo reprimidas pela polícia. A maioria dos celebrantes eram seguidores de Mir Hossein Mousavi, que foi primeiro-ministro durante a guerra contra o Iraque (1980-1988). Muita gente ainda o admira, por ter mantido a inflação sob controle durante a guerra.


Na noite das eleições, estávamos todos de olhos grudados na televisão. Perto da meia-noite, os primeiros resultados davam 63% dos votos para o presidente, Mahmoud Ahmadinejad. A partir de então, os números não mudaram. Começava o choque. E essa seria a expressão das pessoas no dia seguinte, perto do Ministério do Interior e da Universidade de Teerã. Mais que os primeiros distúrbios, chamava a atenção a expressão de tristeza e depressão das pessoas. Perguntei a uma jovem o que estava acontecendo. Ela disse: “Estamos fartos! O que achavam, que íamos ficar quietos ante a fraude?”.

Jovens e homens começaram a queimar latas de lixo para bloquear o acesso da polícia, que corria atrás das pessoas em motocicleta. Um dos policiais dirigia, o outro, com cassetete, batia indiscriminadamente. Cheguei a ver milicianos, conhecidos como Basij, arrebentar portas de casas em busca de manifestantes. Outra coisa chamava a atenção nos protestos: a grande quantidade de mulheres na rua, de classe média e de meia-idade, gritando e animando os outros.

No último domingo, à noite, uma amiga telefonou de Shiraz, uma cidade no sul do Irã. Ao fundo, pude ouvir pessoas que gritavam nos telhados: “Allah Akbar!” (Deus é grande!). A mesma coisa acontecia na revolução de 1979. Na verdade, tudo parece ser a repetição do começo da história de 1979. Por essa razão, há muito medo na rua; ninguém quer mais sangue no país. Ainda assim, com o aumento da repressão, as pessoas vão tomando mais coragem e parecem dispostas a correr cada vez mais riscos. No mesmo dia, as imagens da repressão contra os manifestantes começaram a aparecer na internet. Embora muitas páginas da web sejam censuradas, o uso de filtros Proxy possibilita o acesso. Pouco antes das eleições, o site de relacionamento Facebook foi muito usado para difundir ideais políticos entre a população. No domingo, no entanto, a rede de internet estava a menos da metade da velocidade normal e o Facebook fora do ar. Mesmo assim os internautas iranianos já começaram a postar as imagens duras da repressão, em que a polícia investe contra os manifestantes. As cenas causam pânico e fúria. Os paramilitares Basij, uma força de jovens composta de filhos dos soldados que lutaram na guerra contra o Iraque, tentaram entrar à força na Universidade de Teerã, no domingo à tarde. Eles podem portar armas e prender gente. Homens armados entraram até mesmo nos dormitórios femininos. Vários estudantes foram presos. Testemunhas afirmam que alguns morreram.

Na segunda-feira, mais de 1 milhão de pessoas atravessaram a cidade de Teerã em apoio a Mousavi. Subo no telhado de um prédio e, de um lado ao outro, posso ver pessoas até o horizonte. Durante toda a manifestação, há uma mistura entre fúria e alegria. Durante toda a manifestação, vemos centenas de milhares de pessoas tirando fotos, fazendo vídeos e áudios com seu celular. O esforço civil em documentar os acontecimentos não tem precedentes na história do Irã. Mas aqueles que filmam ou fotografam se esforçam para não revelar a identidade dos manifestantes.

Ontem, terça-feira, o Ministério de Informação anuncia o fim das eleições e manda os jornalistas estrangeiros partir. Aumenta a tensão nas ruas. Teme-se que o Estado ataque os manifestantes sem testemunhas. A tecnologia entra em jogo. Depois do bloqueio ao YouTube e ao Facebook, os internautas fazem uso do Twitter como sua melhor arma de informação. O serviço de SMS nos celulares já vinha desabilitado desde a sexta-feira, dia da eleição. Como o Twitter era pouco conhecido pelo governo, converteu-se na melhor arma de comunicação. Em pouco tempo, porém, ele também seria bloqueado.

Hoje, quarta-feira, houve mais uma marcha. Novamente são centenas de milhares, mas desta vez o impressionante não são só os números. O protesto acontece em absoluto silêncio. Uma tranquilidade, inédita até então, envolve a manifestação. Aqui e ali alguém grita alguma coisa, mas é rapidamente silenciado. São esses gritos que refletem o desejo enorme de se expressar abertamente no país. Dessa vez, não se vê nenhum policial na rua.

Na volta, pego carona com um casal. Eles estão casados há três anos, mas moram com os pais porque não têm dinheiro para o aluguel. Quando pergunto em quem votaram, os dois riem: “Não votamos”. Eu não acredito. Eles me respondem: “Não interessa quem ganhe, o próximo também vai prometer tudo e não muda nada. Somos prisioneiros de um sistema ideológico”.


Saiba mais sobre os protestos no Irã:

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009



A demissão que gerou um fenômeno


O jornalista Ricardo Noblat explica como um conselho despretensioso o ajudou a criar um dos blogs mais influentes do Brasil



Por Vinícius Las Casas

“Eu nunca tinha entrado em um blog, mas eu estava desempregado e um colega sugeriu que eu criasse um blog. Acatei o conselho e, em março de 2004, comecei a cobertura do mundo político na Internet”, foi assim que o jornalista Ricardo Noblat explicou a criação do mais relevante weblog político para os presentes no auditório do Centro Universitário Newton Paiva. O blogueiro, na última quarta-feira (26), às 21 h, relatou suas experiências no mundo virtual em bate papo com os, também, jornalistas Claudinei Queiroz, Guilherme Kujawsky e estudantes da faculdade.

O jornalista tinha sido demitido da chefia do Correio Brasiliense e editava uma página de política, aos domingos, no jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Foi quando um colega de redação sugeriu ao experiente profissional a criação de um blog. A mídia brasileira tinha convencionado o weblog como uma alternativa ao diário comum, um local no universo online para contar as suas experiências pessoais. E era essa visão que Noblat sustentava. Porém, ele não se prendeu a preconceitos e criou seu espaço virtual. “Eu postava no blog as notícias que publicava na edição impressa do O Dia. Não o atualizava com muita freqüência, só quando o tempo permitia”.

Contudo, uma nova demissão e os inúmeros comentários que o blog tinha fizeram Noblat dedicar mais tempo ao seu espaço virtual. Com o trabalho árduo veio a recompensa. Os números de visitantes só aumentavam e o espaço se consagrava como o mais importante veículo de cobertura política brasileira na Internet. Noblat, que trabalhava de graça, foi convidado a hospedar seu blog no portal IG e posteriormente no jornal O Globo, com um suporte financeiro para continuar a constante atualização de seu espaço. Hoje, o seu espaço virtual recebe aproximadamente 25 mil visitas diárias. Mas engana-se quem pensa que a jornada de trabalho diminuiu. “Eu trabalho mais agora do que na época que era chefe de redação do Correio. Na Internet tem o retorno imediato do receptor e, até por isso, tem que manter o blog atualizado”.

A preocupação com a quantidade de informações atualizadas tem que estar sempre aliada à qualidade. Noblat explica que a checagem do fato noticioso é primordial, seja ela feita no impresso ou na Internet. “Certa vez achei um texto muito bem escrito sobre uma decisão que o governo dos Estados Unidos tomou. Postei em meu blog sem checar nada, logo eu que sempre fui preocupado com a apuração. Em poucos minutos já tinha reclamações de leitores que a notícia era falsa e tinha sido redigida por um blogueiro de humor para pautar erroneamente os jornalistas”.

A “barrigada” serviu como alerta para Noblat. O jornalista redobrou os cuidados com a apuração e se destacou com informações em primeira mão. A proporção de seu blog é tamanha que, até mesmo, os políticos da situação e oposição usam os posts escritos por Ricardo Noblat como ferramenta de discussão. “Os políticos da oposição usam as notícias que eu apurei para acusarem o governo de alguma irregularidade ou decisão errada. E o mesmo ocorre com os da situação quando eu noticio um fato contra algum político da oposição”.

Resumo do trabalho sobre blogs

A palavra blog é uma abreviatura de Weblog, que significa, em inglês, registro virtual. Os blogs, que foram criados pelo estudante norte-americano Justin Hall, em 1994, como seu próprio nome diz, são espaços na web para postagens de textos, sejam ele para quaisquer finalidades. Atualmente é criado, aproximadamente, um novo blog a cada segundo, em contrapartida muitos deixam de existir também.

Apesar de sua criação ter sido em 1994, o weblog conseguiu uma repercussão mundial, e consequentemente uma explosão de novos usuários da ferramenta, em 2002, com a “cobertura” do ataque terrorista ao World Trade Center. A partir de 2002, os números de blogs passaram a dobrar a cada semestre, segundo informações do site Technorati.

O jornalismo também sofreu grandes mudanças com o advento da blogosfera. O chamado “furo jornalístico” praticamente deixou de existir nas mídias convencionais. O fato noticioso inédito era facilmente encontrado na Internet. Essa mudança forçou os grandes conglomerados de comunicação a expandirem suas ações também para o meio virtual. E, nesse campo, as notícias em primeira mão proliferavam. Os jornais impressos, a televisão e o jornal apostam, desde então, em maneiras diferentes de se tratar a notícia. Alguns preferem a analisar os fatos mais relevantes do último dia, outros dão valor as informações mais chocantes ou inusitadas e que prendam o leitor/telespectador/ouvinte.

Outra mudança importante foi o jornalismo colaborativo. Todo cidadão pode produzir conteúdo noticioso e postar na rede, e com uma grande vantagem, sem a intervenção da empresa em seu trabalho. Uma grande conseqüência do jornalismo colaborativo foi a cassação do diploma de jornalista, uma vez que, segundos os ministros do STF, todos podem escrever e expor sua opinião e conhecimento sem a necessidade de um certificado.

O seu blog

Caso você tenha interesse ter um blog é necessário conhecer sobre o assunto e pesquisar alguns weblogs de sucesso. No Brasil, a maioria dos blogs de renome tem cunho humorístico, o que causa uma certa saturação. Na blogosfera, como em todo mercado, é importante você tentar criar um nicho de atuação inédito. No blog “tudo é permitido” desde conteúdos jornalísticos a humorísticos, poesias a criticas, pornografia a religião. Certamente, na web, existe público para todos esses temas.

As restrições da internet são basicamente as mesmas do mundo real. O delito é considerado pela Justiça o mesmo, seja no computador ou na porta de casa. Falsa identidade, uso indevido de conteúdo alheio, postagens racistas, pedofilia ou ofensas religiosas, tudo isso é considerado crime. A sensação de liberdade descontrolada da Internet é falsa e são inúmeros os casos de pessoas detidas por contravenções realizadas no meio virtual.

Para obter sucesso na rede é preciso seguir alguns parâmetros. O principal, talvez seja, escreva em um português correto. A maioria das pessoas não gosta, nem tem paciência, para ler textos cheios de erros ortográficos e gramaticais. Outro fato muito importante é a divulgação do seu blog, o seu marketing pessoal. Existem diversas maneiras de conseguir divulgar o seu espaço na rede. A mais fácil é através do sistema de parceria com outros blogueiros. Deve-se pesquisar blogs interessantes e acessados e combinar com o dono desse espaço uma troca de favores. Você cede um banner do blog-parceiro em seu “diário virtual” e o mesmo é feito do outro lado. O boca a boca, ou mensagem a mensagem, é a melhor propaganda na web.

A partir da divulgação, as visitas ao seu blog aumentam. Os espaços visitados são um prato cheio para os anunciantes. Nesse momento, você pode ganhar dinheiro (muito!) com essa prática. Para isso, é necessário que o banner do patrocinador do seu site esteja em um local visível e de fácil acesso. No Brasil e no Mundo, existem inúmeras pessoas que trabalhem apenas com as atualizações de seu blog. A profissão exige dedicação e criatividade, pois as atualizações e novidades que você exibe são fatores preponderantes para o sucesso e quantidade de acessos do seu blog.

A Internet e suas inovações no jornalismo e na sociedade


Nos últimos tempos, o jornalismo apresentou mais uma maneira de se comunicar com a sociedade: a Internet. Ela se tornou uma ferramenta dinâmica e objetiva para transmitir as primeiras informações sobre um fato noticioso. O advento da Web acarretou algumas mudanças drásticas nas mídias tradicionais, como o “fim do furo jornalístico” nos jornais, rádios e tevê; a maior facilidade de se encontrar fontes para produzir ou “ilustrar” uma reportagem, destruindo a espera para conseguir uma informação, isto é noticiando em tempo real etc. Com isso, a Internet revolucionou o processo comunicacional, uma vez que criou uma nova maneira de fazer e reportar o jornalismo e modificou as estruturas tradicionais da mídia.


A partir da ascensão dos blogs, em 2001, com a cobertura dos ataques ao World Trade Center, os grandes conglomerados de mídia passaram a enxergar na Internet, e sua infinidade de ferramentas, um grande potencial de comunicação. É comum e notório que todo jornal, televisão ou rádio de credibilidade tenham um site próprio, onde são postadas as notícias do dia. A Web serve como reporte de notícias e divulgação dos outros serviços do grupo jornalístico.

Só que a Internet tem uma peculiaridade em relação às outras mídias. Ela está em constante mudança. Novos programas surgem mensalmente, alguns prosperam e conquistam sucesso, “obrigando” ao jornalismo a descobrir maneiras de utilizar esses programas em seu benefício. A nova moda é o Twitter, os jornalistas e as empresas utilizam o serviço de microblogging para a postagem de divulgação de notícias presentes em seus sites ou comentários opinativos e curtos sobre fatos relevantes. Os blogs, por sua vez, se tornaram uma espécie de coluna. Todo grande site tem blogueiros de credibilidade para analisar criticamente determinado assunto. Já o Orkut, Facebook etc mudaram a maneira de se produzir uma pauta. Encontra-se boas fontes sobre os mais inusitados assuntos. Basta pesquisar sobre os membros da comunidade com o tema a ser explorado. O “furo jornalístico” ficou restrito apenas à Internet. Os outros meios de comunicação são obrigados a fazer uma análise mais aprofundada e crítica dos fatos para obterem sucesso.

Mas talvez a maior mudança ainda esteja em processo de evolução. Trata-se da web 2.0 e o jornalismo colaborativo, que, inclusive, derrubou a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil. Qualquer indivíduo pode postar suas ideias na rede e ser notado. Aproveitando essa onda de “jornalistas” virtuais os grandes veículos de mídia ficam atentos a essas postagens e incentivam aos criadores a enviarem as mesmas para a redação dos jornais. Podendo ser recompensados em dinheiro caso a matéria seja publicada. Com isso tem mais pessoas buscando o fato para a empresa noticiar e menos jornalistas trabalhando, de forma remunerada, nas redações.

Além das modificações no campo jornalístico, a Internet e suas ferramentas proporcionaram alterações no estilo de vida do cidadão. Hoje é difícil definir que um determinado tipo de cultura é pertencente a um país, região ou grupo. Muitos jovens ocidentais têm o hábito de - através de fóruns, sites, redes sociais etc – compartilhar da cultura existente nos países orientais. Utilizando roupas, costumes e hábitos pertencentes a esses determinados povos. Muitas vezes o cidadão utiliza, no seu cotidiano, elementos de diversas culturas e acaba criando uma nova manifestação cultural.

O relacionamento pessoal também ganhou novos parâmetros. São encontrados casais, amigos e, até, inimigos eternos que só se conhecem no ambiente virtual. O contato físico aparenta não ser tão imprescindível. A empatia, ou antipatia, é criada e cultivada através de uma tela de computador e, em muitos casos, o encontro corpo a corpo fica em segundo plano, não sendo extremamente necessário para iniciar um relacionamento.

Economicamente, a Web também trouxe novas oportunidades no campo empregatício para os cidadãos que dela usufruem. É possível ganhar dinheiro com publicidade em um site ou blog próprio, além dos empregos dados pelos grandes portais e sites. A maneira de se comprar e vender objetos também foi transformada. Atualmente, não é preciso sair de casa para se obter qualquer objeto de desejo. Bastam alguns cliques, o número do seu cartão de crédito e pronto: o que você tiver comprado será entregue na sua casa.